O Nome da Morte | “O filme é muito fiel ao livro”, afirma o diretor Henrique Goldman

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Por André Romano

O filme O Nome da Morte estreou nos cinemas no dia 2 de agosto e a repercussão tem sido das melhores possível. O Observatório do Cinema foi atrás do diretor do filme, Henrique Goldman, para saber como foi a construção desta obra tão polêmica do cinema nacional, que conta a história real de um matador em série.

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Em seu elenco, atores como Marco Pigossi, Fabíula Nascimento e Matheus Nachtergaele. Confira a entrevista:

Como foi trazer o livro para o audiovisual?

Kléster Cavalcanti, que é o autor do livro, fez uma pesquisa maravilhosa. Ele é um grande jornalista, recolheu fatos inéditos dessa história e isso despertou a vontade de contar um filme. A linguagem literária é muito diferente da linguagem cinematográfica. Nós tivemos que usar os fatos de uma maneira dramática. O filme é muito fiel ao livro mas, por outro lado, é como se tivesse que contar mentiras para só depois contar as verdades.

Então não é algo com cronologia?

Não tem. São vários fatores. O filme é muito mais o resgate da alma, é muito mais um retrato subjetivo que uma abordagem factual.

É um filme que relata uma realidade muito sangrenta, obscura. Aqui no Brasil a gente fala muito de bandidos, traficantes, mas não falamos nada de matadores profissionais. Como foi a composição em si dos personagens e da direção?

Aqui tem tantos programas sobre crimes e atualidades. Crime é uma coisa que faz parte do cotidiano. O desafio para nós, é como se sente, no seu íntimo, um personagem assim. Como se sente um homem que passa o dia matando os outro e depois vai para a casa colocar seu filho pra dormir. É esse o desafio, é um desafio diferente. É fazer com que o publico entendesse sem julgar esse paradoxo.

Vocês se apoiaram apenas no livro ou foram atrás dele e da família?

Um filme é feito de muitos encontros. Alguns encontros são apenas de ideias, encontro com outros filmes, livros, outras obras, outros quadros, esculturas, colaboradores, diretores. E, a partir disso fomos encontrando esses conceitos. O filme é resultado desses encontros. Não teve contato com família. Sobre ele, eu não quis vê-lo também.

Como a família está recebendo isso?

Isso é uma preocupação que eu não tenho. Estamos contanto uma história para as pessoas refletirem a respeito da violência, do amor, do valor da vida. Foram seis semanas de gravações.

Qual foi a maior dificuldade na produção de O Nome Da Morte?

A dificuldade que tem todo o filme, que é financiamento, burocracias. Fazer o filme foi a parte mais gostosa.

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