Já se arrastando por mais de um ano, o processo coletivo contra o infame produtor Harvey Weinstein pode estar caminhando para um desfecho trágico, afirmam especialistas consultados pelo site The Hollywood Reporter.

Nova acusação afirma que Harvey Weinstein alegou ter feito sexo com Jennifer Lawrence

Uma audiência extremamente importante se aproxima, e o caso da defesa se suporta apenas em e-mails e testemunhas dos assédios mais antigos do ex-magnata.


“Esse é o pior cenário possível para a promotoria”, afirma o advogado de defesa Mark Geragos, citando uma série de duros golpes sofridos pela acusação nas últimas semanas. Durante eventos recentes, o representante jurídico de Weinstein questionou a credibilidade do departamento de polícia de Nova York, do processo e das três mulheres que acusam o ex-produtor de estupro e assédio.

A acusação teve que pensar em uma estratégia quando o juiz James Burke desconsiderou as alegações da atriz Lucia Evans, umas das acusadoras originais de Weinstein. O testemunho de Evans foi excluído porque a polícia falhou em informar os promotores de contradições na fala da atriz.

“A credibilidade e competência das testemunhas é obviamente essencial para qualquer promotor. Isso é particularmente real nesse caso porque Brafman é um mestre em destruir as testemunhas e criar dúvida entre os jurados”, afirma o ex-promotor Mathew S. Rosengart, se referindo a Ben Brafman, advogado de Weinstein.

O destino do caso de Weinstein será decidido com a admissão ou exclusão de e-mail adicionais. No entanto, a validade desses e-mails será questionada pela defesa.

Outro problema tira o sono da procuradoria: Asia Argento, uma das acusadoras, não vai poder testemunhar após ter sido acusada de abuso e assédio pelo ator Jimmy Bennet.

Com o risco de ser condenado à prisão perpétua, Harvey Weinstein pretende usar todas as armas a seu alcance para lutar pela absolvição ou por uma pena mais leniente.