Jurassic World: Reino Ameaçado | Diretor faz homenagem a Steven Spielberg

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J.A. Bayona, diretor responsável por Jurassic World: Reino Ameaçado, é fã de Steven Spielberg e faz questão de mostrar.

Assistir a Jurassic Park, de Spielberg, transformou seu caminho. É isso o que ele diz na homenagem que escreveu ao comandante do primeiro filme da franquia.

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“Todos nos lembramos do momento em que vimos Jurassic Park pela primeira vez e nos maravilhamos com a forma como todos esses dinossauros foram recriados com efeitos visuais gerados por computador”, começou Bayona. “Pessoalmente, quando vi que o braquiossauro ganhava vida graças à Industrial Light & Magic, eu sabia que estava presenciando um momento que resistiria ao teste do tempo”, continuou.

Para o diretor, ver o que a tecnologia, muito mais limitada na época, podia fazer abriu um caminho para ele. “Para mim, foi prova que a partir daquilo, qualquer ideia que eu imaginasse, não importa quão louca parecesse, seria possível captar na tela de forma realista”, contou o diretor de Reino Ameaçado.

Ao falar de Steven Spielberg, J.A. não economizou boas palavras. “Não há imagem vazia no cinema de Steven Spielberg. Cada quadro está ligado a uma emoção. Spielberg lida com técnicas modernas de filmagem com a perícia do melhor mágico, mas, acima de tudo, ele sabe que o potencial real reside na capacidade de lidar com histórias de uma perspectiva humana. Esse é o poder do seu cinema. É por isso que continuamos nos lembrando do Jurassic Park hoje com o mesmo espanto e carinho que tivemos há 25 anos”, rasgou-se em elogios.

“Spielberg sabia como cercar seus dinossauros com personagens memoráveis: um par de paleontólogos, um matemático, um visionário multimilionário que financia estudos no mundo da genética e seus netos…. Por um lado, sentimos através deles o fascínio de ver essas criaturas desfilarem diante de nossos olhos 65 milhões de anos depois de sua extinção e, por outro lado, sentimos o terror do que é estar diante de um tiranossauro rex”, continuou.

Bayona ainda disse que, como outros filmes de Spielberg, Jurassic Park reflete atitudes da humanidade em relação à ciências e tecnologias e como os homens avançam elas de forma que nem mesmo eles podem assimilar. “Vale ressaltar que Spielberg nunca culpa a ciência, mas o uso que fazemos dela”, afirma.

Ele discursa também sobre a ambição presente nos filmes nos homens poderosos que lá são representados, e na ganância que supera o cuidado com a natureza, situação muito real.

Para finalizar, Bayona fala na dualidade dos dinossauros e como eles são relevantes mesmo milhões de anos depois da sua extinção. “Jurassic Park é parte da história do cinema e parte da memória coletiva para trazer de volta o mito dos dinossauros ao cinema. Nas mãos de Spielberg, os dinossauros se tornam a metáfora perfeita para os sonhos da humanidade”, diz.

“Por um lado, eles simbolizam a culminação do desejo de assumir o lugar de Deus. A possibilidade de ser capaz de trazer de volta a extinção dessas criaturas majestosas e bonitas ainda fascina o público em todo o mundo. Mas, por outro lado, Spielberg nos lembra que os sonhos também podem se transformar em pesadelos”, explica o diretor. Ele finaliza dizendo que é “nessa contradição que está a humanidade dessas criaturas”.

Jurassic World: Reino Ameaçado | Paleontólogo diz que dinossauros podem retornar à Terra em breve

Jurassic World: Reino Ameaçado se passará cerca de 4 anos após os acontecimentos do primeiro longa. A ilha dos dinossauros agora se encontra abandonada e os dinossauros sobreviventes vivem em uma selva.

Porém, quando o vulcão dormente da ilha ameaça entrar em erupção, Owen (Chris Pratt) e Claire (Bryce Dallas Howard) resolvem se unir para tentar salvar os dinossauros remanescentes.

Jurassic World: Reino Ameaçado, com direção de J.A. Bayona (O Orfanato), já está em cartas nos cinemas de todo o Brasil.

Jurassic World 3 chegará aos cinemas em 22 de junho de 2021.

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