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The Walking Dead | Com Michonne, Glenn e Daryl em perigo, mais carnificina vem aí

Atenção para os spoilers da série!

Logo no início de “East” (6×15), o penúltimo episódio do sexto ano de The Walking Dead, exibido neste domingo (27), a maioria dos personagens mais estratégicos e importantes da trama no momento deixam a segurança de Alexandria.

Rick e Daryl partem para procurar Carol, que vimos tomar a decisão de deixar Alexandria no final do episódio passado, e que assistimos ter sua noite de despedida com Tobin no comecinho deste. Já Michonne, Glenn e Rosita partem atrás de Daryl que, em um acesso de culpa pela morte de Denise, deixa a colônia de sobreviventes atrás de vingança contra Dwight.

Tanto o review do AVClub quanto o da Variety identificaram um caráter meio superficial quanto a essa virada de trama em que os soldados mais importantes de Alexandria subitamente deixam o tabuleiro de xadrez de lado. Para os dois jornalistas, essas decisões impulsivas de Carol e Daryl, mas também daqueles que os seguiram para uma missão de resgate que absolutamente não faz sentido (afinal, ambos partiram por vontade própria), são mais guiadas pela vontade dos roteiristas de colocar nossos heróis em perigo para o season finale da semana que vem e a chegada de Negan em uma Alexandria desprotegida do que qualquer outra coisa.

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Dito isso, alguns personagens tiram momentos bacanas dessa decisão de narrativa. Carol tem um encontro com um grupo de Salvadores e é obrigada a mata-los à sangue frio para se proteger, em um banho de sangue que a leva a um ataque de pânico. Não é só oportunidade para a sempre excelente Melissa McBride nos vender de uma vez a mudança de atitude de Carol quanto ao ato de matar, como nos ajuda a colocar em foco a jornada da personagem e o que a levou àquele ponto, o que faz sua fuga de Alexandria algo um pouco mais substancial.

A ambiguidade do final da personagem em “East”, quando Rick e Morgan encontram a cena em que Carol teve que assassinar mais um rapaz para se proteger, e seguem uma trilha de sangue que pode ou não pertencer a ela, é clássica de um pré-finale de The Walking Dead, e desenhada para nos manipular a temer pela personagem mesmo que ela provavelmente vá aparecer relativamente bem na próxima semana.

A boa notícia é que o ato de tentar encontrar Carol também traz um pouco de clareza ao relacionamento de Morgan e Rick, um aspecto do episódio que tanto o AVClub quanto a Variety elogiaram: a cena em que Morgan confessa ter poupado a vida de um Lobo que mais tarde o ajudou a salvar uma de suas amigas, e a descrença de Rick quanto à filosofia “é tudo um círculo, tudo volta para você” de Morgan, reabrem uma discussão importante em The Walking Dead sobre métodos de sobrevivência e a validade da violência quando confrontada com um mundo brutal.

Os jornalistas destacaram que as cenas ajudaram a humanizar Rick, sua confiança no poder de sobrevivência do seu grupo e na sua superioridade em frente aos Salvadores, especialmente quando nossos sobreviventes tem se dado bem constantemente em cima dos homens de Negan. Quando Rick deixa Morgan continuar a busca por Carol sozinho, ele pede, mesmo que em tom de ordem, uma reafirmação de que Morgan vai voltar são e salvo à Alexandria – esse pedido, que ele sabe que não vai ser capaz de cobrar caso Morgan não volte, denotou que Rick não confia só em si para proteger aos seus, e isso fez bem ao personagem.

Enquanto isso, o grupo que sai para tentar encontrar Daryl se mete em ainda mais encrenca que o outro, acabando capturados pelos Salvadores liderados pelo próprio Dwight, que atira em Daryl, mas garante que ele não morrerá, pelo menos não graças a essa ferida. Enquanto isso, Maggie desmaia de dor por motivos que obviamente só conheceremos semana que vem, mas é claro que há algo errado com ela e o seu bebê, visto que The Walking Dead não perdoa ninguém em sua filosofia de pessimismo e violência. Preparem-se para a carnificina.

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