Críticas

Crítica 2 | O Exterminador do Futuro: Gênesis

Em um futuro no qual o passado pode ser modificado, o futuro pode não ser um só. Futuros e passados se chocam constantemente neste novo O Exterminador do Futuro: Gênesis. Arnolds Schwarzeneggers – o do primeiro filme de 1984 e o de agora – se enfrentam em uma luta, por exemplo, e um personagem do futuro tem “lembranças” de um passado que ainda será futuro.

Confuso? Pois o roteiro de Laeta Kalogridis e Patrick Lussier e a direção de Alan Taylor (de Thor e de diversas séries como Game of Thrones e Boardwalk Empire) conseguem ordenar as diversas linhas de tempo de forma clara, mas sem revelar totalmente todos os mistérios. Deixa, portanto, bons ganchos e boas perguntas para serem respondidos pelos possíveis próximos filmes. Afinal, esta era a ideia deste filme: recomeçar a franquia O Exterminador do Futuro.

John Connor (Jason Clarke, de O Planeta dos Macacos: O Confronto e O Grande Gatsby) envia para o passado Kyle Reese (Jai Courtney, de Divergente e Duro de Matar 5) para proteger a mãe de Connor, Sarah (Emilia Clarke, de Game of Thrones). Antes de ser destruída, Skynet enviou um exterminador para matar Sarah. Porém, ao chegar em Los Angeles, em 1984, Reese percebe que o passado não era como deveria ser.

O roteiro de Kalogridis e Lussier está cheio de referências aos quatros filmes anteriores, como o próprio Arnold Schwarzenegger do filme de 1984 e o androide em metal líquido, T-1000, do de 1991, mas, agora, interpretado pelo sul-coreano Byung-hun Lee. O ritmo, como o de todo bom blockbuster norte-americano, é muito veloz. Os roteiristas, basicamente, pegaram os personagens principais – John, Sarah, Kyle e o exterminador – e as premissas do roteiro original e fizeram um upgrade.

Tirando alguns errinhos que não comprometem este trabalho, como uma porta de caminhão que aparece em uma cena aberta e na outra fechada e uma calça que antes estava vestida e na outra já não estava mais no corpo do ator, o filme lhe envolve completamente. Todos os elementos conseguem satisfazê-lo. Nenhum deles é novidade, se os compararmos aos de outros filmes dos Estados Unidos. Mas todos os aspectos foram muito bem cuidados: desde a trilha sonora até os efeitos especiais, passando por caracterização e figurino.

Os efeitos 3D só contribuem para reforçar a aproximação da história com os espectadores. Quem puder assisti-lo neste formato deve fazê-lo. Agora, só o futuro dirá o que podemos esperar dos próximos filmes que virão. Ou será que o passado dirá?

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