Paddington 2 | 10 curiosidades sobre o fofíssimo personagem britânico

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As Aventuras de Paddington foi um sucesso inesperado nos cinemas em 2014, tanto de crítica quando de público – o personagem, que havia sido mantido no “gueto” de queridinho dos britânicos, mas pouco conhecido no restante do mundo, de repente se tornou um astro de cinema.

Crítica | Paddington 2

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Com o segundo filme chegando aos cinemas nessa quinta (01), o Observatório do Cinema destrincha as curiosidades de Paddington:

LONGA HISTÓRIA | O mundo pode ter ficado mais familiarizado com Paddington em 2014, mas ele existe desde 1958, e foi astro de nada menos que 20 livros escritos por Michael Bond até sua morte, em 2017. Todos os livros são compostos de várias histórias menores sobre o urso e suas desventuras por Londres.

ORIGENS | Paddington foi inspirado por um achado do autor Bond na estação de trem à qual o urso deve seu nome. O escritor achou um urso de pelúcia largado em uma vitrine quase vazia e comprou de presente para a esposa – o bichinho o inspirou tanto que, em menos de 10 dias, ele já estava com o primeiro volume das aventuras de Paddington pronto.

INSPIRAÇÕES | Muitos fãs de Paddington apontam a chegada do urso à Londres, onde é encontrado em uma estação de trem por uma família bondosa que o acolhe após ser mandado para longe do Peru pela tia aposentada, como uma metáfora para a saída e chegada de crianças refugiadas ao país durante a Segunda Guerra Mundial. O próprio Bond confessa o paralelo, dizendo que as imagens desse aspecto da guerra “marcaram muito sua infância”.

ERRO GEOGRÁFICO | Visto que o primeiro livro da saga de Paddington foi escrito em 10 dias, Bond não teve muito tempo para fazer pesquisas. Por isso, o seu editor teve que corrigi-lo quando ele escreveu que Paddington vinha “da mais profunda floresta da África” – acontece que na África não existem ursos! Por isso, Bond mudou a origem do personagem para o Peru.

PIONEIRO! | O ursinho é tão amado pelo público britânico que foi escolhido para uma honra única – na viagem inaugural de trem passando pelo Channel Tunnel, que liga a Inglaterra com a França, apenas um passageiro foi no veículo: um bicho de pelúcia do Paddington! Ou seja, de certa forma, o ursinho se tornou um embaixador.

ANIMAÇÃO EXCÊNTRICA | A primeira adaptação dos livros para a TV veio em uma série animada que ficou no ar entre 1976 e 1980 e exibiu 56 episódios inspirados em várias das histórias escritas por Bond. O método da animação, no entanto, era excêntrico: enquanto Paddington era um boneco de massinha, os outros personagens e os cenários eram pintados à lápis, e a ação era animada em stop-motion.

Paddington 2

LIVRO PÓSTUMO | O dia 27 de junho de 2018 vai marcar a publicação do volume final na saga literária de Paddington, intitulado Paddington at St. Paul’s. O livro foi finalizado antes da morte do autor Michael Bond, e será lançado no aniversário de um ano de seu falecimento – não coincidentemente, 2018 também é o ano em que o primeiro livro, A Bear Called Paddington, completa 60 anos.

VOZ DIFERENTE | Nos primeiros estágios da produção do filme de Paddington, ninguém menos que Colin Firth (vencedor do Oscar por O Discurso do Rei) havia assinado para emprestar voz ao ursinho. No entanto, ele acabou sendo substituído por Ben Whishaw (007), dizendo: “Foi um prazer ver esse personagem tomando forma com o passar dos anos, e uma tristeza constatar que ele não podia ter minha voz”.

ESTÁTUAS POR LONDRES | Entre 4 de novembro e 30 de dezembro de 2014, nada menos que 50 estátuas personalizadas de Paddington foram espalhadas por Londres em museus, parques e pontos turísticos, a fim de comemorar o lançamento do filme. Após a exibição, as estátuas foram leiloadas, e todo o dinheiro arrecadado foi para a caridade.

https://www.youtube.com/watch?v=E924t_5SGkE

HOMENAGEM MUSICAL | A cantora Gwen Stefani era tão fã de ler as histórias de Paddington para seus filhos que se ofereceu, com o produtor Pharrell Williams, para escrever uma canção original para o filme – “Shine” foi lançada pouco antes do filme estrear nos EUA, e chegou a ser considerada para o Oscar de Melhor Canção Original.

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